Uma visão aérea de Nova Iorque, a Estátua da Liberdade, Empire State, Time Square, Central Park.
JOVEM: [em off] Sabe, minha família nunca foi a mais perfeita do mundo, eu sempre fui ignorado pelos meus pais, que me tiveram em uma aventura de verão, sempre quiseram que eu ficasse o mais longe o possível deles. Então fui jogado para o mordomo, que me criou até os meus 16 anos e se tornou meu segundo pai. Em uma manhã de domingo, eu acordo e meus pais estão mortos, esfaqueados, Frank, o mordomo, se entrega como assassino, eu não me recordo muito bem do que aconteceu. Então de repente minha tia inventa de me mandar para Nova Iorque, ela afirma que será melhor me manter longe de todo o dinheiro, “Por segurança e para recomeçar sua vida” de acordo com titia Judy. Não vou dizer que não fiquei chocado, então aqui estou, em Nova Iorque, certo de que não vou poder desfrutar da fortuna dos Field por 2 anos, que coisa mais lastimável. Claro, ninguém nunca me quis no comando, pois sou o filho, único, diga-se de passagem, mais sombrio, ácido, sarcástico, recatado, chato, e...esquisito que existe. Pois é, não se afaste por isso, garanto que a você, mal eu não faço.
Um Boeing 747 aterrissa calmamente na pista. Close Shot nas rodas do avião, o portão de embarque 104 se abre rapidamente revelando vários passageiros, muitos antipáticos, um jovem [Brady Corbet] com uma enorme mala no meio do saguão de embarque e desembarque, observando o lugar atentamente. Uma garotinha esbarra nele e o faz derrubar um papel.
GAROTA: [resmungando] Olhe bem por onde anda garoto!
O jovem fica confuso, apanha o papel e começa a arrastar a mala.
[Cena 2 – Int. Táxi – Noite]
Encara com olhar distante a janela do táxi. Gotas de chuva logo embaçam o vidro.
[Cena 3 – Apartamento Desconhecido – Noite]
O garoto entra e fecha a porta. Um lugar pequeno, a pintura descascada, com um sofá mofado, uma goteira pingando. Ele suspira derrotado e senta-se no chão.
JOVEM: Bem-vindo à sua nova vida, Henry.
[Corta para abertura]
[Cena 4 – Rua de Nova York – Manhã]
Henry caminha cabisbaixo, olhando para um pedaço de papel amassado.
HENRY: Hoverland’s High School. Devia ser por aqui. [levanta a cabeça e olha para os lados]
Ele vai em direção a um pedinte sentado na calçada, a câmera o segue.
HENRY: Ah, com licença, senhor...
MENDIGO: Uma esmolinha, vamos garoto, seja solidário...
HENRY: Eu só quero saber onde fica...
MENDIGO: Um dólar só...
HENRY: Onde fica a Hover...
MENDIGO: Um dólar, o que custa dar, para um menino rico como você!
HENRY: [irritado] Onde é a droga da Hoverland’s?!
MENDIGO: [chateado] Ah droga, pensei que você fosse rico. No quarteirão em frente, garoto.
HENRY: [seco] Obrigado. [distancia-se]
MENDIGO: [colocando um pedaço de pão na boca] Cada vez eu fico mais indignado com a pobreza deste país, eu deveria ter votado...Bush maldito, por que eu não votei no Kerry!
[Cena 5 – Ext. Hoverland’s High School – Manhã]
Henry está na escadaria de um colégio mal-cuidado, a neve cai calmamente em um gramado agora branco, o portão do colégio estava arrebentado e um poste caído no meio das escadas.
HENRY: [irônico – falando para si mesmo] Isso que é sistema de segurança, tia Judy.
[Cena 6 – Int. Hoverland’s High School – Manhã]
Henry entra e observa enojado as instalações precárias do lugar. Perto dos armários enferrujados, uma mulher gorda limpa o chão, cantarolando uma música com um fone no ouvido.
HENRY: Err... com licença. Onde eu faço minha matrícula?
MULHER: [sem encará-lo – tirando o fone do ouvido] Não vê que estou ocupada garoto? Além do que, estamos em época de feriados, no meio do período de aulas, você não pode chegar, e pedir para se matricular repentinamente, não temos tempo para isso.
HENRY: Mas... então quando eu faço a matrícula? Eu sei que é difícil, que já estamos no meio da droga do ano letivo aqui, mas eu posso falar com o diretor, explicar a minha situação, qualquer coisa.
MULHER: [ri] Com o diretor? Você acha que o bunda mole do Humpfrey manda em alguma coisa aqui? Garoto, isso é Hoverland’s, você devia saber no que está se metendo antes de se matricular, é uma escola onde você realmente tem que ter 3 olhos para entender o que está acontecendo em volta,e mais um pra não levar um balaço.
HENRY: [confuso] Ah, eu não... eu não sei realmente o que dizer, eu acabo de chegar da Europa e—
MULHER: Europa? Você é... [maliciosa] um daqueles James Bonds?! Aqueles sarados que gostam de banho nudista.[se abanando]
A CAM subjetiva vai elevando-se, assim como a mulher, mostrando toda a extensão do corpo do garoto.
HENRY: [confuso e assustado] Sim... [abanando a cabeça] Na verdade não!! Desculpe, mas, eu só quero me matricular senhora.
MULHER: [sorri e o interrompe] Ai! Senhora não,Helga, Helga Thouves. [cumprimentando]
HENRY: [constrangido] Ahn... Helga. Escute: [enfático] eu preciso dessa matrícula. [mais enfático] Hoje.
HELGA: [sorri] Claro, querido. Dê-me seu histórico escolar.
Henry mete as mãos nos bolsos do moletom, à procura. Vários papéis caem no chão; ele e Helga prontamente abaixam-se para pegá-los. A mulher pega um envelope já aberto.
Henry guarda o envelope nervosamente e estende outro papel.
HENRY: [constrangido] O histórico.
A mulher pega, desconfiada. Levanta-se e sai de cena. O garoto suspira cansado e arrasta-se até um armário, encostando as costas nele, sentado com os joelhos erguidos. Ele torna a pegar o envelope e retira a carta de dentro.
HELGA: [O.V] Ei! Não precisa se abalar tanto por descobrirem que tem uma namorada, melosa..européia, aquelas que são fogosas..[sua voz é abafada] Ui!
HENRY: [off] Se titia Judy fosse minha namorada européia, eu estava em bons lençóis, ou em outros lugares, mas infelizmente...ela é minha tia, e está me mandando para viver uma nova vida, longe do assassinato de meus pais, longe do assassino dos meus pais, que me criou a vida inteira...longe da riqueza...eu realmente não gosto da idéia, mas ela, agora é minha tutora.
Henry abre a carta e a lê.
[Brake]
(Fade Out da cena)
[Cena 7 – Apartamento – Tarde]
Visão superior: Henry está deitado no sofá, as mãos unidas sobre a barriga, encarando o teto.
HENRY: [irônico para si mesmo] Então titia... eu já aceitei seu plano paranóico de que o maníaco homicida não viria atrás de mim se eu estivesse do outro lado do oceano e que eu vou ter que ficar em Nova York por mais 2 anos... mas ficar morando numa toca de ratos é o cúmulo da camuflagem!! Isso que é querer me poupar da fortuna! [vai até a copa] Só espero que tenha alguma coisa na conta... [assustado] ela não limparia minha conta, limparia? [chocado] Oh, céus, ela limparia!
A CAM subjetiva abre a cena completamente mostrando todo o apartamento e em seguida um panfleto entrando pela janela, close nele. “O Estados Unidos precisa de você contra o terrorismo – Aliste-se já.”
HENRY: [suspira – falando sozinho] Além de ter que arrumar um emprego. [imitando a tia] “Como um jovem que mora sozinho num apartamento alugado pode sustentar a si mesmo sem trabalhar?” [irritado] Com o dinheiro que é MEU por direito, oras! Que final trágico para Henry Field: morrer de fome num cubículo no Brooklin, tendo como testemunhas seus novos companheiros, ratos e baratas! Mas quem sabe não é melhor do que ser encontrado morto a facadas? É claro, o jovem Field tem que ser diferente dos pais até na hora de morrer. [voz estranha] Henry Michael Field III. O menino prodígio dos negócios, o gêniozinho da família. Mas um jovem difícil, fechado, chato, irônico e anti-social. [voz normal] Minha vida daria um filme. Ou ao menos, uma série de TV. [pensando] Pare de falar consigo mesmo. Já!
A CAM abre a cena novamente – o tremor da porta.
HENRY: [larga o panfleto no sofá] Quem será...? Ainda não conheço ninguém aqui, não é possível que já tenha um inimigo aqui, isso já seria um recorde, o maníaco me atacando segundos depois de chegar ao Brooklin..ah não.
Henry abre a porta e um homem um pouco acabado e velho aparece, com um grande sorriso falso.
HENRY: Desculpe, mas não quero comprar nada. [começa a fechar a porta, enquanto o sorriso do homem se esvai]
HOMEM: [impedindo o jovem de fechar a porta] Não, não sou vendedor.
Henry abre um pouco mais a porta.
HENRY: Oh, sim... então... quem é o senhor?
HOMEM: [volta a sorrir forçadamente] Meu nome é Edgard Grint, sou o senhorio. Boa tarde, novo inquilino. [abraça Henry mecanicamente] Seja bem-vindo ao Edifício Brooklin Rock. Espero que se sinta feliz aqui.
HENRY: [repara no aspecto mecânico do homem] Estão te pagando para fazer isso? [se soltando do abraço] Bom tarde para o senhor também. [começa a fechar a porta]
GRINT: [constrangido] Bem, só vim aqui para trazer essa cesta de mantimentos muito suculenta que comprei como forma de boas vindas... [se retirando]
HENRY: [fecha a porta] Obrigado pela falsidade. Ao menos trouxe comida. [leva a cesta para a copa] Feijão enlatado, ervilha enlatada, sardinha enlatada... [olha para o apartamento] Henry enlatado também... dê adeus ao Carpe Diem, Henry.
FADE OUT
[Cena 8 – Int. Biblioteca – Noite]
FADE IN
A CAM filma de um ângulo superior toda a extensão da biblioteca. Viaja entre as prateleiras até chegar em um corredor entre duas repletas de grossos e empoeirados livros, onde uma garota com uma enorme mochila nas costas [Hayden Penettiere] está parada. A CAM acompanha-a erguendo totalmente a cabeça e observando os volumes.
GAROTA: [espantada] Uaau.
Ela olha repentinamente para o lado, acompanhada pela CAM, que mostra uma escada de metal presa á estante.
GAROTA: [suspira motivando-se] É isso aí.
Ela joga a mochila quase vazia no chão, sem cerimônia e vai até a escada. Puxa-a mais para o lado e sobe, tremendo. GAROTA: [baixinho e apavorada] Não olha pra baixo... [espirra] não olha pra baixo... [olha para baixo] Tudo bem, eu olhei pra baixo, é só um pouco alto... [espirra de novo] tudo bem, não é nada demais, calma...[espirra de novo] pegue os livros que a Sra. Walters indicou e pronto. [ela pega quatro livros cheios de poeira, coloca dois junto ao peito, um debaixo do braço e o outro entre as pernas] Pronto, tudo bem, agora desça, calma e vagarosamente [espirra bem alto e deixa os livros caírem] ai meu Deus!
Ouve-se o estrondo dos livros caindo. Apavorada, ela desce o mais rápido que pode. Logo depois, pega os livros do chão e os guarda na mochila e vai em direção ao balcão da bibliotecária [Maggie Smith], que a olha condolente, ainda espirrando.
BIBLIOTECÁRIA: Então era você quem tanto espirrava, Kath.
SRA. WALTERS: [severa] Só tenha cuidado com esses livros e esses espirros. A seção de história tem exemplares bem raros, e gotas de saliva seriam uma lástima.
KATH: [entediada] Tudo bem, Sra. Walters. Já sei dos procedimentos com seus preciosos livros.
SRA. WALTERS: [severa] Da biblioteca, Kath, da biblioteca.
KATH:Tá, tá bom. Posso ir? Tenho muito o que estudar ainda.
SRA. WALTERS: Devia descansar um pouco, Kath. Você ainda vai ter um colapso nervoso.
KATH:Sra. Walters, há quatro chances de enriquecer e levar uma vida melhor.
SRA. WALTERS: E quais seriam?
KATH:Primeira: quando se nasce. Olhe para mim. [ela dá uma volta ao redor de si mesma] Pareço que nasci rica? Porque se sim, ainda tenho esperanças de ter sido trocada na maternidade e ser na verdade uma rica herdeira. Se não, e essa é bem mais provável, ainda me restam três chances. [apóia-se displicentemente no balcão, sinalizando três com a mão]
SRA. WALTERS: Segunda chance? [observando a menina por cima dos óculos]
KATH: Segunda chance: quando se casa. A senhora acaba de olhar pra mim. Acha que um ricaço ia se interessar por uma plebéia apagada como eu? Não responda, ainda quero minha dignidade. Terceira chance: ganhar na loteria. Sinceramente, se eu tivesse tanta sorte assim já estaria rica e não apelando pra uma entidade desconhecida e misteriosa, que pode simplesmente não ir com a minha cara.
SRA. WALTERS: E a quarta?
KATH: Essa é a minha chance. Estudar e ser alguém na vida. E depois ir a programas de entrevista dar audiência contando a minha jornada, desde a infância pobre no Brooklin, até a fase adulta e bem-sucedida, quando eu tenho uma mansão em cada canto do mundo e o Plaza ainda implora para que eu me hospede lá. [sorri]
SRA. WALTERS: Tudo bem, criança. Vá atrás do seu futuro.
KATH: [sorri] Obrigada, Sra. Walters.
Ela vai em direção à saída, cobrindo a cabeça com o capuz para proteger-se da chuva.
SRA. WALTERS: [baixinho] Boa sorte, Kath.
[Cena 9 – Ruas de NY – Noite]
(Some Say – Sum 41)
A CAM filma Kath andando contra o vento, cabisbaixa e abraçando a si própria, tentando aquecer-se em meio á chuva.
[Cena 10 – Quarto de Brinquedos – Noite]
(Música continua)
Kath trabalhava como babá, em um apartamento de NY.
Estava sentada no chão, de joelhos erguidos, a um canto no grande quarto azul, repleto de brinquedos. Ela lê um dos livros que pegara na biblioteca, apoiado em seu colo, murmurando baixinho. Ela vez por outra ergue os olhos e vê um menininho de uns cinco anos brincando com dados de pelúcia do outro lado.
[Cena 11 - Ruas de NY – Tarde da Noite]
(Música continua)
A chuva aumentou, Kath anda rapidamente pelas ruas escuras e sujas, tentando aquecer-se, puxando o casaco com capuz para mais perto de si. Ela desvia habilidosamente dos pedintes da rua.
[Cena 12 - Apartamento Desconhecido – Tarde da Noite]
(Música diminui o tom)
Kath entra no apartamento escuro e acende a luz. Vai em direção à uma mesa e joga a mochila em cima, logo retirando os livros e começando a ler o primeiro. A CAM filma o relógio de parede; o ponteiro maior dá uma volta completa e um homem [pai da Kath] irrompe de outro cômodo do apartamento.
KATH Papai, estava estudando, não pude te ajudar.
PAI: [levantando a mão] Sua grande vagal! Não gosta de fazer absolutamente nada! Fica aí, sentada, afundada nessa grande porcaria de livro, tentando estudar, isso me deixa muito, muito decepcionado garota, parece que eu não te eduquei, parece que você não se importa com o mundo a volta!
KATH:Claro, claro que você não me educou! Eu estou me educando! Eu estou me importando com o mundo a minha volta papai, estou simplesmente batalhando para não ser pedinte, alguém como...[para repentinamente]
PAI: [interrogando] Como? Vamos diga! Diga sua pirralha.
KATH: [se virando para a parede] Como ninguém!
O pai pega nos braços da garota e vira seu corpo.
PAI: COMIGO? Era isso que você queria dizer garota?! Era! [empurra ela]
KATH: Não...não era!
Então ela se levanta e corre para uma outra porta, o pai se senta na cadeira.
PAI: [batendo na mesa] Puxou a grande porcaria da mãe dela! Vaca!
[Cena 13 – Quarto de Kath – Tarde da Noite]
(Música continua)
Ela entra num quarto simples de solteiro, apenas com a cama e um guarda-roupa. Ela joga-se de bruços na cama, ainda chorando. Ela pára, achando algo estranho. Senta-se de joelhos e vê um porta-retrato na cama. Ela o pega e a CAM filma uma mulher bonita, com uma garota de uns sete anos e um bebê recém-nascido. Ela grita e arremessa o porta-retrato, mas o som é abafado pela música. Joga-se de barriga para cima na cama e chora silenciosamente, de olhos fechados.
(Música acaba)
FADE OUT
[Brake]
[Cena 14 – Ext. Mansão Volgue – Manhã]
A CAM desce lentamente do céu azul para um gramado verde relativamente grande, um jovem [Chris Camarck] e um adulto fumando um charuto [ator que faz o Valentino] treinam tacadas de golfe. O jovem acerta em cheio o buraco 12.
JOVEM: [comemorando] E Han, o Todo-Poderoso Mestre do Golfe acerta de novo! Se eu fosse bom assim com pistolas estaria no topo como o senhor, pai.
HOMEM: [seco] Han, Han... precisa muito mais que mira com pistolas para ser o maior traficante da cidade... como eu.
HAN: [colocando o taco no ombro] [tom cansado] Claro pai. E eu serei muito, muito mais, pode acreditar.
HOMEM: [tira o charuto da boca e encara o horizonte] Não seja tão presunçoso, Han.Filhos se espelham nos pais, mas não precisa repetir meu feito. Só precisa ser... melhor.
HAN: [olha para o horizonte] Claro pai. O senhor ainda irá orgulhar-se de mim. [dá mais uma tacada] E com esta pontaria não demorará muito se continuar treinando. HOMEM: [risada abafada pelo charuto] Se o seu sucesso for do tamanho do seu ego, eu fico satisfeito. E, Han, como anda com as garotas? Anda deixando seu velho pai muito curioso garoto, garotas são um poço de felicidade, quando são necessários ombros amigos, pervertidos seios...quem sabe.
HAN: [coça o peito musculoso]Quanto a isso, não tenha dúvidas de que seu filho é um prodígio. Mais um ano em Hoverland’s e eu poderei dizer que conheço muito bem cada aluna daquela escola. E algumas professoras também.
HOMEM: [rindo] É, parece que está seguindo direitinho os passos de seu pai, Han. Se bem que quando eu tinha a sua idade, as coisas não eram tão simples assim. Eu me meti em muita encrenca, mas valeu a pena; eu não estaria onde estou se fosse uma bichinha assustada. No dia que alguém vir Valentino Volgue tremer na base, pode mandar me internar, ou estarei louco ou com mal de Parkinson. É uma pena que minha glória em vida esteja acabando, mas, acredite, no inferno vou fazer barulho.
HAN: Não diga besteiras pai, você vai viver muito mais do que pensa. [ bate no ombro do pai] [olha no relógio] Já eu, tenho que viver muito mais.
VALENTINO: [tira o charuto da boca] Aonde você vai?
HAN: [sorri] Uma palavra: Garotas, para elas temos que dedicar metade de nossa vida, se quisermos ficar vivos.
Larga o taco de golfe no chão e vai em direção ao portal da casa.
VALENTINO: [coloca novamente o charuto] Esse com certeza é meu filho. Senão, a vaca da mãe dele vai ver.
(Basket Case – Green Day)
A CAM segue Han do alto da mansão até que entre em um carro esportivo vermelho.
HAN: [acaricia o carro] É, meu camarada... vamos fazer Nova York pegar fogo. [tira uma agenda do bolso e risca um nome] Vamos lá.
[Cena 15 – Ruas De Nova York – Horário de Almoço]
(Música mais alta – só se ouve o motor do carro e as rodas no asfalto)
A CAM é filma do capô do carro, mostrando Han ajeitando o cabelo de hora em hora no retrovisor.
HAN: [mexendo no GPS] Vamos gostosura do GPS, onde é que fica a rua Jefrey Poline? [digita o nome no GPS] Vamos sua coisa lerda, grande porcaria essa. [enquanto processa ele arruma o cabelo]
GPS: [V. O.] Vire a esquerda em 1 milha – Bairro Brooklin.
HAN: Muito bem, se você fosse de verdade, com essa voz já tinha te pego faz tempo, minha filha....
[Cena 16 – Casa Desconhecida – Tarde]
(Fade Out da música)
Han estaciona o carro lentamente em frente a uma casa um pouco desgastada.
HAN: [arruma o cabelo no retrovisor do carro] Parece que é aqui.
[Cena 17 – Int. Casa Desconhecida – Tarde]
Um homem [pai da Madison] e uma mulher [mãe da Madison] estão sentados em frente á televisão.
HOMEM: [grita] Chega, Hiver! Você está de frente à TV desde o fim da droga do seu expediente! Eu também tenho direito de assistir o que eu quero!
HIVER: [calma trocando sempre de canal] Phillip, eu não agüento mais os seus gritos. Todo dia é a mesma coisa. Será que eu não posso assistir um episódio em paz, sem ouvir os seus resmungos?
PHILLIP: [bravo] É exatamente por isso que eu resmungo, Hiver. Querida, todo santo dia, quando eu chego da droga do meu trabalho, de onde sai a droga do dinheiro pra droga da TV a cabo, eu só quero descansar, assistindo a droga do canal de esportes. [grita] E não a droga do Smallville!
HIVER: [ainda calma] Phillip, você é tão comum, tão normal, tão chato, deveria mudar um pouco mais sua rotina... por que não vai pintar as paredes da casa e volta a ser o cara legal e prestativo com quem eu casei, huh?
PHILLIP: [mais bravo] Hiver, eu ainda não comprei as tintas para a casa porque eu não quero ir pintar. Não posso ir pintar! Quero assistir TV! Eu tenho o direito de assistir a grande porcaria da televisão uma vez por semana! Oras, fui eu que comprei ela! Tenho o direito! E não foi com você que eu casei! Sua televisiomaníaca!
HIVER: [se vira para ele] Seu grande folgado! Assista no nosso quarto! Aquela lá também foi você que comprou!
PHILLIP: [apontando o dedo] O seu maldito cachorro está sentado na nossa cama! Como todos os dias...
Uma garota [Lacey Chabert] desce as escadas assim que ouve uma batida na porta.
GAROTA: [autoritária] Calem a boca! Os dois! Meu encontro chegou, é o Volgue, não quero que fiquem brigando por besteira na frente dele. [arruma o cabelo no espelho da entrada]
Os dois imediatamente param. A CAM focaliza a porta se abrindo.
HAN: [vira-se impaciente para a porta] Madison! Estava se arrumando?
MADISON: [beija a bochecha dele] Claro. Não posso ir a um encontro com o grande Han Volgue parecendo um espantalho.
HAN: [pega na cintura dela] Você é você de qualquer jeito.
MADISON: [agarra o pescoço dele] Mas nunca vou ser eu mesma se estiver feia.
HAN: [dá um selinho] Você nunca vai ser feia. [puxa a porta e pega na mão dela] Vamos para o carro?
MADISON: [desapontada] Ai Han! Todo o encontro da gente é assim, você me faz elogios, me leva para o seu carro e...
HAN: [beija-a e ajeita o cabelo no vidro da porta] Hoje... como... é... nosso... último... dia... do... feriado... vamos fazer algo especial... [encosta o nariz no dela]
MADISON: [entusiasmada] Huummmm! Especial! De que tipo de especial?
HAN: [agarra a cintura dela] Eu aluguei um quarto em um motelzinho. E olha que é de primeira, claro, para comemorar o fim do feriado de Natal e Ano Novo... precisamos de novas energias para voltar para a... escola, mas para mim Hoverland’s é um paraíso de gatas...uma como você cai bem hoje. [ajeitando o cabelo no vitral da porta]
MADISON: [empurrando ele] SEU GRANDE VAGABUNDO! É sempre assim Han? Você é um dos caras mais odiosos que eu conheço, sua personalidade seca, metida, você se acha o bonitão, você não é...sabe o que você é? Um panaca! HAN: [agarrando no braço dela e beijando-a] Mas eu sou atraente.
MADISON: [pegando no pescoço dele] Eu te odeio seu convencido. [dá mais um beijo]
Lhe dá um tapa, deixando-o com o rosto vermelho. A porta se fecha e Madison desaparece.
HAN: [coloca a mão na bochecha] Madison! O que deu em você, hein? Você não era assim! A cada dia você fica mais chata, Fuelton! Só seu corpo não vai te tornar uma Volgue! De vacas imprestáveis já me basta uma! [entra no carro] Mas já que é assim... aposto que Rita não vai bancar a garotinha inocente e pura. E que deve estar me esperando há horas. [gritando] E quer que eu fale da sua personalidade Madison?! Você é uma vaca, que gosta de se meter com todos os caras de Hoverland’s, gosta de testar cada um, se acha a gostosona! E é uma burra! [acelera]
Madison entra em casa como se nada tivesse acontecido e vai até o telefone.
MADISON: [discando] Vamos seu palerma, atende.
GAROTO: [V. O.] Alô?
MADISON: [melosa] Oi Josh!
JOSH: [V.O.] Quem é?
MADISON: [sussurrando irritada] Nerd idiota...
JOSH: [V.O.] O que disse?
MADISON: Nada, sou eu, Josh querido, Madison.
JOSH: [V.O.] Madison?? Madison Fuelton?? A gosto—digo, a líder de torcida? Da Hoverland’s?
MADISON: [cara de nojo] [simpática] Eu mesma.
JOSH: [V.O.] [pigarreia] [voz mais grossa] Então... o que quer, Madison?
MADISON: Que tal sairmos hoje à noite, Josh? Algo bem... especial. Um jantar no Time Square, por exemplo.
JOSH: [V.O.] [eufórico] Claro! Claro, onde você quiser! [voz grossa] Quero dizer... é uma honra, Madison. Claro que vou. Lá tem restaurantes ótimos, podíamos ir no Gorgoyles...
MADISON: [rapidamente] Então está combinado! Às nove! Você paga! Tchau. [desliga]
Os pais da garota olham para ela. Hiver troca de canal e levanta-se, virando para o marido.
HIVER: Assista seu jogo! [volta-se para Madison] Onde vai querida?
MADISON: [ajeita o cabelo] Eu vou pro banho de novo, ajeitar a maquiagem, depois eu vou ao Gorgoyles no Time Square, e o melhor... de graça!
PHILLIP: [olhando para a TV] Rebate, rebate seu idiota!!
HIVER: [coloca a mão no ombro do marido] Que bom, filha... [desapontada] Eu vou ficar aqui com seu pai assistido ao N.Y Empires contra um time do Arizona...
MADISON: [se virando para o espelho] Programinha mixuruca, mãe.
Hiver aproxima-se da filha e aperta seu ombro, com um sorriso de pedinte.
HIVER: Me leva com você??? Sabe, você é uma filha tão simpática.[ajeitando o cabelo da mãe]
MADISON: [desconcertada] Você sabe mãe, encontro com garotos, não dá...
HIVER: [mais desapontada] Ah... que pena. Tudo bem. [sorri e beija a testa de Madison] Se divirta.
MADISON: [abraça a mãe] Eu vou. Afinal, as aulas voltam em pouco tempo, não é? Ainda tenho 17 garotos pra conversar.
HIVER: [dá uma risadinha] Mas a quem será que você puxou? Essa popularidade não é característica dos Fuelton. Nem essa disposição! Só que não esqueça dos preservativos Madison.
A garota tira uma caixa da bolsa que tem no ombro. Ela sorri e a mulher se espanta.
MADISON: Eu me protejo! Mas hoje não vai rolar nada, o cara é um nerd, eu só quero dar uma conferida.
HIVER: [sussurra]Não deixe seu pai ouvir isso Madison! Assim ele vai achar que você é uma dada!
MADISON: [ajeita o cabelo da mãe] Pode deixar...e mamãe, antes de sair de casa, arrume seu cabelo, okay?
HIVER: [arrumando os próprios cabelos] Ai! Obrigado filha, eu te amo! Daria tudo para ter sido como você na sua idade! Sabe, não queria ter sido tão fogosa, mas tão linda como você com certeza! Madison você é a filha perfeita, popular, linda maravilhosa.
MADISON: [abraça a mãe] Mas eu não daria nada para ter sido uma nerd, como você. [sobe as escadas]
Ela beija a bochecha da mãe e lhe dá um tapinha de consolação no ombro. A mulher tem uma expressão inexpressiva e distante, parecendo se lembrar de algo.
PHILLIP: [resmungando] Eu não daria nada para ser um jogador do Arizona...estão levando uma surra.
[Brake]
[Cena 18 – Manhattam –Pôr do Sol]
(Beautiful Thing – Sister Hazel)
O carro de Han para em frente ao “grande lago salgado” da Estátua da Liberdade – do carro ele e uma garota loira saem.
HAN: [agarra as nádegas dela] Sabia que eu tenho fetiche por loiras, Rita? Principalmente as que nem você, com esses 250 na dianteira...
RITA: [sonhadora]Ai Han, é tão mais romântico namorar ao pôr do sol...
HAN: [espantado] [tirando as mãos] Namorar? Quem falou em namoro?
RITA: [faz um rosto sexy] Você! Tem que ser meu namorado para pegar na minha bunda.
HAN: [entra no carro] Então! Eu abro mão! [acelera]
RITA: [desesperada] Han! Han! Amorzinho! Vem aqui! Por favor! Eu deixo você pegar na bunda sem ser meu namorado! Volta caramba! Volta! Eu preciso da carona!
HAN: [rindo] Então minha querida, carona é o mais fácil de você conseguir com o que você sabe fazer de melhor!!!
RITA: [mais desesperada] E o que eu sei fazer de melhor Han!?
HAN:Vender amor! Com certeza esse é seu dom mais preciso e com certeza vai ser para sempre!
Han se olha no espelho ajeitando o cabelo e fecha o teto solar. O carro parte.
HAN: [pisa no acelerador e olha para si mesmo presunçosamente] Essa noite esse carro tem espaço para mais 5...
(o refrão da música vai ao tom mais alto e a garota fica parada em frente ao monumento, abanando freneticamente a bolsa)
A CAM vai ao céu escuro e estrelado, um foguete que explode espalhando outros pequenos raios de luz.
[Cena 19 – Edifício Brooklin Rock’s – Apartamento de Henry – Noite]
Henry se contorce na cama. Close Shot no rosto, muito suado.
HENRY: [gritando] Não! Não, eu não quero fazer isso, pare com isso! Me faça parar, faça tudo isso parar!! Eu não quero!
[Cena 20 – Sonho – Mansão Desconhecida – Noite]
Henry anda sem expressão por corredores.
FLASH
Ele está em um quarto, encarando sombriamente duas pessoas em uma cama.
FLASH
Henry está chorando aos pés de um homem [Gary Oldman].
HENRY: Eu não queria ter feito aquilo Frank.
FRANKIE: [acaricia o cabelo do garoto] Menino, menino... era inevitável. Só... esqueça. Não pense mais nisso.
HENRY: [alterado] Esquecer? Como eu vou me esquecer?
FLASH
Frank encara tristemente Henry dormindo.
FRANKIE: Eu sempre dei um jeito em tudo, não dei, menino Henry? Confie no velho Frank...
Um flash, uma manchete de jornal.
“Processo revolucionário para apagar m" - o resto estava rasgado...
[Cena 21 – Apartamento de Henry – Manhã]
O garoto desperta assustado e ofegante.
HENRY: [fraco] Frankie...
A CAM subjetiva corta para o despertador que toca ressonantemente.
HENRY: [se levantando do sofá] É isso, aí Henry Field. Rumo á Hoverland’s, que maldito sono...ai...
[Cena 22 – Entrada de Hoverland’s – Manhã]
Blink 182 – All The Small Things
A CAM passa entre uma multidão de jovens, para nos pés enlameados de um garoto, sobe. Close Shot na face.
HENRY: [pega um papel] Primeiro horário... Cálculo. Isso que é bom dia. [coloca o papel de novo na mochila] E a sala de cálculo, seria...? [pega novamente o papel] [irritado] Será que ninguém tem consideração com os novatos?
KATH: [V.O.] Se queria consideração, veio ao lugar errado, novato.
Henry vira-se procurando a garota. A CAM subjetiva mostra a entrada vazia do colégio. Ele vira-se novamente e vê a garota bem á sua frente no corredor.
KATH: Segunda porta depois do corredor 2. [vira-se] Tem um grande 2 pichado, não tem erro. [volta a andar, mas logo se vira novamente] Ah. Se eu fosse novata, e escocesa, já estaria na sala, se quisesse evitar uma apresentação na frente de alunos da Hoverland’s. Vá por mim, não é muito legal falar da sua vida na frente da patricinha da Madison ou do convencido do Han Volgue.
HENRY: [baixo] Alguém que percebe que não sou inglês!! [se vira novamente e Kath se foi] Eles que deveriam ser ingleses, olha que gente mística e educada.
[Cena 23 – Sala de Cálculo – Manhã]
(a música começa a ficar mais alta)
Papéis amassados em bolinhas voam pela sala, enquanto a professora concentrada tenta dar aula.
MADISON: [no canto da sala] Ontem foi uma lástima com aquele palerma do Josh, ele é um travado, não fala porcaria nenhuma, nem sei por que está no time de basquete, ele é um baixinho nerdão, mas fala a verdade, a comida do Time é boa.
Risos. A CAM corta para um Close Shot em Henry, que tenta prestar atenção na aula.
HENRY: [resmungando] Grande tia Judy. Serei eternamente grato pela maravilhosa escolha que fez para o meu futuro. Como é que eu vou prestar atenção nessa droga?
Ao lado dele Kath espreme os olhos para o quadro.
KATH: [sem olhar para ele] É meio difícil, mas daqui a pouco acostuma. Sua sorte é ter seguido meu conselho; vê? Ela nem se tocou da sua novata existência.
A CAM gira filmando a extensão do corpo da professora.
PROFESSORA: [olha para Henry] Muito bem, aluno novo. Por que não se apresenta?
Kath olha preocupada para o resto da sala, que se vira e fica em silêncio.
KATH: [segurando um riso] Sentença de morte assinada.
Madison vira-se em sua cadeira e observa atentamente Henry ao lado da professora.
MADISON: Quem é o gatinho [pisca para Henry, que não percebe]
PROFESSORA: [simpática] Classe esse é o nosso novo aluno, veio da Escócia, por favor, se apresente senhor Field.
HENRY: [desconfiado pelos olhares da classe] Meu nome é... [pensando] Se eu falar meu nome já posso me preparar para a humilhação total, muito obrigado titia loira...eu te amo de paixão...muito mesmo, céus estou ferrado.
Kath fecha os olhos. Madison olha para uma amiga e faz sinal de positivo.
HENRY: [estranhando a atitude da sala]Não mesmo. Eu não vou ser cobaia de trotes, não em Nova York.
Kath abre os olhos, Henry volta lentamente para a carteira e todos abaixam as mãos, desapontados.
(a musica para de repente)
Bolas de papel.
(recomeça)
[Cena 24 – Pátio do colégio – Tarde]
Henry está se limpando em cima de uma mureta.
INSERT
Uma gota amarela no nariz de Henry, ele olhando enojado.
VOLTA À CENA
HENRY: [falando consigo mesmo] Eu não sabia que eles tinham um arsenal de guerra, é isso que eles fazem com um britânico que chega de boa vontade à Nova York? Tacam ovos, bolinhas de papel, até bife eu vi acertarem em mim, por isso que os Estados Unidos são tão baixos, por isso o Frankie nunca gostou daqui, mas sabe...o Frankie não é um bom ponto de referencia, afinal, um assassino ... eu realmente não agüento, tenho de parar de falar comigo mesmo!
Madison entra em cena e se agacha na frente dele.
MADISON: Oi... inglesinho.
HENRY: [espremendo o cabelo] É algum tipo de conspiração? Um apelido? Ou vocês simplesmente não vão com a cara da Escócia? [pensativo] Se bem que é melhor acharem que eu sou inglês, senão vão me meter num kilt.
MADISON: [ajudando a limpar a calça] Roupinhas ricas, você realmente não é do Brooklin, fala até com essas palavras difíceis. HENRY: [limpando o braço] Receio que sou. Agora, vá, por favor, senhorita cabelos chocolate e cérebro ameba, com licença, porque meus cabelos estão mais pra ovo, espermatozóide e óleo...[pensando] Pelo menos meu cérebro está intacto, e graças a deus entendo o que falo. MADISON: [sorrindo e ajudando o garoto a limpar o cabelo] Calma! Eu sempre soube da fama de ranzinza dos londrinos, ranzinzas, eu adoro essa palavra.
HENRY: É, eu acho que pelo menos essa parte eu puxei de Londres, mas agora a senhorita faxineira pode me dar licença porque eu vou ter que ir ao banheiro, aproveita...E estuda, nem te conheço bem, mas essa impressão eu já tive.
MADISON: [puxando o braço dele] Não...não dou licença.
HENRY: [tentando tirar o braço] Por quê? senhorita... Rodeada de garotas curiosas, me deixe ir! [olhando para as amigas dela atrás de um muro]
MADISON: [olhando-as irritada] Elas, elas não são nada.
HENRY: [retirando o braço] Eu imagino que não, Miss Popularidade. O que não faz um rosto bonito.
MADISON: [se levantando] De fato.
HENRY: [se retirando] Então, eu vou saber onde te encontrar, agora... EU vou ao banheiro. MADISON: [jogando o cabelo para trás] Cuidado com o musgo nas bordas da privada do banheiro feminino.
HENRY: [se vira seco] Eu não vou ao banheiro feminino, muito menos vou me sentar no vaso.
MADISON: [sorrindo simpaticamente] Duvido que consiga fazer diferença de um para outro... e pode acreditar, tem gente te esperando no masculino...já vou falando, está assinando sua sentença de morte.
HENRY: Que lástima...a pena é que já assinei ela uma vez hoje, a segunda não deve ser pior.
MADISON: Veremos...
Henry dá um sorrisinho seco e vai em direção ao banheiro, passa-se um tempo, alguns estrondos.
HENRY: [V.O.] Tirem a mão do meu cintoooooooo!
Madison dá um tchauzinho em direção ao banheiro e vai rebolando ao encontro das amigas.A CAM sobe instantaneamente ao ar filmando o quarteirão que o colégio ocupava, depois o céu.
FADE OUT
“Corta para os créditos finais”
Cast:
Henry Field – Brady Corbet Han Volgue - Chris Camarck Kath Greere – Hayden Penettiere Madison Fuelton – Lacey Chabert Mina Morrisey - Amber Tamblyn Luck Gingers – Jamie Bell
Recurring Stars:
Sra Walters – Maggie Smith Rita – Sara Paxton Hiver Fuelton – Anette O’Toole Phillip Fuelton – Tate Donovan Valentino Volgue– Alan Dale Frankie Wasterballs – Gary Oldman Mr Grint – Eugene Levy
Theme Song:
“Dirty Little Secret” by All-American Rejects
Soundtrack:
Some Say – Sum 41 Basket Case – Green Day Beautiful Thing - Sister Hazel Blink 182 – All the Small Things